Famílias impactadas pelo Projeto do Instituto Uevom relatam como o esporte educacional e atividades adaptadas contribuem para a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência.

O Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro, provoca uma reflexão sobre as diversas barreiras enfrentadas diariamente por essa população. Por exemplo, no segmento da educação, até 2024, ao menos 20% das escolas de todo o território brasileiro não possuíam qualquer ferramenta de inclusão ou acessibilidade, segundo panorama do Instituto Rodrigo Mendes.
Nesse sentido, o Projeto Educar Pelo Esporte, localizado no Complexo da Maré, utiliza as atividades físicas adaptadas como ferramentas de desenvolvimento para crianças e adolescentes com deficiência. Assim, promovem a autonomia e acolhimento desses indivíduos no cotidiano.
São ao todo 10 modalidades gratuitas, como aulas de dança e natação, integradas a ações educativas e sociais.
Realizado pelo Instituto Uevom, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a iniciativa atende mais de 1.700 participantes e utiliza o esporte como instrumento de inclusão coletiva, fortalecimento de vínculos comunitários e formação social dos usuários.
Famílias impactadas pelo Projeto
Bárbara Correa, mãe da Maria Eduarda, destaca mudanças comportamentais positivas de sua filha. “Ela está mais concentrada e começou a verbalizar frases”, afirmou. A jovem de 14 anos é autista e participa do projeto desde 2024. Atualmente, ela faz aulas de balé e natação.
Do mesmo modo, Josefa Gomes, responsável pelo Enzo, 6 anos, apontou progressões nas questões de socialização do aluno. “Na convivência, está interagindo melhor”, relatou. O menino é autista e faz parte do programa há dois anos, também na natação.
Garantia de direitos e acessibilidade na periferia
Dentro das comunidades, em geral, as atividades extracurriculares fogem das possibilidades financeiras das famílias. Dessa maneira, a cobertura do projeto nesses territórios ampliam o acesso às práticas esportivas importantes na formação de indivíduos com deficiência.
“Um projeto gratuito de esporte na Maré representa acesso, oportunidade e transformação. Ele permite que crianças, jovens e pessoas com deficiência tenham contato com atividades que muitas vezes não estariam ao seu alcance, sem que a condição financeira seja uma barreira.”, destaca Celso, Coordenador do Educar Pelo Esporte. A proposta do programa é formar cidadãos conscientes de seus direitos, contribuindo para o desenvolvimento integral dos participantes.